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As mulheres que comandam o mercado do entretenimento e show business no Brasil.

Mulheres poderosas do show business!

No dia Internacional da Mulher falaremos sobre as mulheres brasileiras que estão roubando a cena no show business!

No vibrante cenário do entretenimento brasileiro, há uma revolução silenciosa acontecendo por trás dos holofotes. Mulheres talentosas e determinadas estão assumindo posições de liderança e deixando sua marca indelével no mundo do show business. De São Paulo ao Rio de Janeiro, de Brasília a Salvador, essas visionárias estão moldando a cultura e transformando a indústria como nunca antes.

Em um setor historicamente dominado por homens, as mulheres estão reescrevendo as regras do jogo. Desde diretoras de cinema e produtoras musicais até empresárias do ramo do entretenimento, essas líderes estão abrindo portas e pavimentando caminhos para a próxima geração de artistas e profissionais.

Confira 4 destas grandes mulheres:

Luciana Villas Boas – A executiva por trás do Camarote Salvador

Diretora executiva da Premium Entretenimento fala de sua trajetória e da expectativa de movimentar mais de R$ 150 milhões na economia da capital baiana em 2024.

Baiana, de Salvador e à frente de um negócio com a expectativa de movimentar mais de R$ 150 milhões na economia da capital do carnaval de rua em 2024. Essa é Luciana Villas Boas, a executiva por trás da gestão do Camarote Salvador, o mais requisitado da cidade baiana, que ao longo de seis dias recebe cerca de 90% de turistas e tem uma cadeia produtiva de 5 mil pessoas, entre mão-de-obra e fornecedores. No total, serão 70 atrações no evento, que terá entre as marcas parceiras Red Bull, Grupo Petrópolis, Nespresso, Shutz, Sephora e Chevrolet.

Fátima Pissarra – Sócia e CEO MUSIC2! e MYND

À frente da maior agência especializada em marketing de influência e entretenimento do Brasil, a psicóloga, jornalista e profissional de marketing, expert em conectar marcas e artistas, Fátima Pissarra conta com mais de 20 anos de carreira, passando por grandes empresas como BCP, Claro, Terra, Nokia e VEVO. Em 2012, decide empreender e inaugura a Music2!, empresa especializada em projetos de música para marcas, representante exclusiva da VEVO no Brasil. Em 2017, nasce a Mynd, em parceria com Preta Gil e Carlos Scappini, que auxilia empresas e agências na identificação de oportunidades, planejamento de estratégias e execução de projetos de entretenimento e marketing de influência na área digital, com seu casting exclusivo de mais de 350 influenciadores e mais de 200 colaboradores que hoje realizam os projetos mais inovadores do mercado. A agência, que tem seu foco em diversidade, conta com mais de 50% de colaboradores pretos e LGBTQIA+, oferecendo um discurso plural nos projetos que realiza. Além disso, Fátima concilia a rotina do dia-a-dia com a maternidade, ela é mãe de três filhos, Carolina, de 13 anos, e os gêmeos Luiz e Beatriz, de 7 anos.

Carol Sampaio – Fundadora do “Nosso Camarote”

Especialista na área de marketing, a prometer carioca já estudou direito na universidade. Mas é na área de Relações Públicas que ela se consagrou. Foi com a marca Carol Sampaio que organizou as melhores baladas do Rio de Janeiro, além de shows internacionais, como de Joss Stone, Rock in Rio, entre outros eventos.

A promoter é considerada um dos principais nomes da cena do entretenimento no país. Ela é quem cuida de camarotes e áreas vip’s dos maiores eventos no Brasil, como Lollapalooza, Rock’n Rio e, claro, o Carnaval na Sapucaí.

A mesma ainda é responsável pelo tradicional Baile da Favorita que, com mais de dez anos de história, já levou o funk brasileiro para lugares como Canadá, Estados Unidos e Portugal.

Kamila Fialho – Fundadora da K2L

A empresária carioca Kamilla Fialho é fundadora da K2L, uma das maiores empresas de gerenciamento artístico do Brasil e já trabalhou com nomes como AnittaMC RebeccaValesca PopozudaNaldo e muito outros.

“Eu trabalho desde os 15 anos, era vendedora de shopping. Já trabalhei em duas lojas ao mesmo tempo. Depois, virei apresentadora do programa da Furacão 2000 e fazia eventos. Ficava 12 horas de salto, sorrindo para todo o mundo. Ganhava uma graninha, mas meu objetivo sempre foi empreender, fazer dinheiro, criar algo novo.

Quando acabou meu contrato com a Furacão, eu estava grávida. Já tinha assinado com outra emissora, mas fui para a geladeira, porque, naquela época, mulheres grávidas eram descartáveis. Como eu estava à frente das câmeras, era: ‘Você vai engordar e, se vai engordar, não cabe’.

Fiquei sem saber o que fazer: grávida, perdida, aos 22 anos. Então, o pai da minha filha sugeriu que eu empresariasse o MC Sapão (1978 – 2019). Eu já era da Furacão e conhecia todo o mundo, mas insisti que não sabia empresariar. O Dennis me disse: ‘Você é vendedora. Empresariar é vender pessoas. Com o resto você vai se adaptando e batendo cabeça’.

O funk não era profissional naquela época, então bastou vir uma pessoa que atendesse o telefone, abrisse um CNPJ e assinasse contrato para pensarem que eu tinha a fórmula mágica.”

“O funk era dominado por homens. O meu começo foi muito difícil, eu sofri para caramba. Tinha que fingir que gostava de ser seduzida numa reunião para ser respeitada. Depois, fui virando um ‘homenzinho’: comecei a falar como eles. Fui ficando cinza, é muito estranho e muito ruim.

Mas eu me mantive ali. Eles questionavam minhas fotos de biquíni. ‘Como uma empresária que quer ser respeitada posta foto de biquíni?’ Eu ouvi isso por muitos anos, como se não pudesse ser competente no que faço. Mas, para o desespero deles, eu sou.

Hoje eles me respeitam, graças a essa luta dos últimos 15 anos. Eu sou a prova de que existem mudanças acontecendo. Vivi um reflexo absurdo desse preconceito e hoje sinto o respeito, o medo dos homens numa reunião. Adoro isso, porque agora ninguém questiona o que eu falo e faço. Muito menos as minhas fotos.”

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